ARIANA GRANDE EM ENTREVISTA À REVISTA GRAZIA DAILY

Durante a sua viagem ao Reino Unido para divulgar o seu novo trabalho "Dangerous Woman", Ariana Grande concedeu uma entrevista à revista Grazia Daily UK. Na entrevista a cantora aborda temas como o feminismo, o seu amadurecimento e ainda deu novas informações sobre a música "Bad Decisions". Confere a entrevista traduzida pelo Ariana Grande Portugal:


"Parem de tentar definir-me como uma boa ou má rapariga"

O filme favorito de Ariana Grande é o "O Clube das Divorciadas". "Eu amo todas as mulheres presentes naquele filme. SJP, Goldie Hawn, Diane Keaton, Bette Midler, são todas tão ferozes," ela fica entusiasmada no inicio da entrevista com Grazia, em Londres. "Maggie Smith, estás a brincar? É o melhor filme do mundo.". Depois, para provar a sua devoção pela comédia cult de 1996, que apareceu quando ela tinha apenas 3 anos, Ariana canta o número de abertura, interpreta uma cena e faz a sua melhor imitação de Bette Midler (é muito boa).

Para os que não estão familiarizados com o mundo de Ariana, tudo isto pode ser entontecedor. Afinal de contas, tudo sobre esta cantora de 22 anos natural da Flórida lembra "juventude", desde a sua carreira anterior como estrela do Nickelodeon, a sua encarnação musical como uma princesa a cantar bubblegum pop, e a sua poderosa influência nas redes sociais.

Ela é a terceira pessoa mais seguida no Instagram com 69.3 milhões de seguidores, à frente de pessoas como Kim Kardashian e Beyoncé.

Tem uma voz que consegue alcançar as partes da escala que anteriormente estavam reservadas para a Mariah, a sua habilidade de representar foi recentemente revivida numa curta participação na série de Ryan Murphy - Scream Queens - e o gosto pela comédia que pôde ser visto no famoso programa de sketchs, Saturday Night Live, onde fez imitações perfeitas de Céline Dion, Shakira e Britney Spears.

No entanto, como estou os grandes nomes da pop subiu no ranking por mérito próprio (o seu último álbum, My Everything, teve três singles no Top 10 da Billboard ao mesmo tempo). Ariana tem vindo a encontrar a sua própria voz, a mais séria dos últimos tempos. No ano passado, ela tweetou uma carta sobre a objetificação da mulher e publica regularmente no seu Instagram frases inspiradores de Maya Angelou, Coco Chanel e Egyptian feminist Nawal El Saadawi, uma auto-proclamada ‘dangerous woman’. Esse é também o título do novo álbum da Ariana.

"Sou mulher e por isso encaro a minha dose de desigualdade, misoginia e ignorância diariamente," diz Ariana. A sua mensagem é simples. "Várias mulheres pensam no estereótipo que vem com a palavra "feminismo". Mas não existe só um tipo de feminismo. Tu podes ser uma feminista que arranja o cabelo e põe maquilhagem, podes ser uma feminista que corta o cabelo e não usa qualquer tipo de maquilhagem. Que faz muito sexo ou que não faz. Não há limites."

Ariana lançou claramente um alerta de atenção para este tema desde que o publicou no Twitter no verão passado. Depois, ela descreveu como as mulheres são "maioritariamente associadas ao passado, presente ou futura PROPRIEDADE/POSSESSÃO de um homem", uma visão formada pela sua experiência ao ter namorado com o rapper Big Sean. A sua imagem de boa rapariga foi criticada o ano passado depois de uma história bizarra e exagerada onde foi apanhada por uma câmara a lamber uns donuts que estavam expostos numa confeitaria.

A frustração perante todo este julgamento encontrou o seu caminho numa nova música, que soa como um R&B Pop adulto  - com uma introspecção da vida de Ariana. Em "Bad Decisions", uma reviravolta na velha história da boa rapariga que está a ser desencaminhada. Ariana canta, ‘Ain’t you ever seen a princess be a bad bitch?’ (Nunca viste uma princesa a ser uma cabra?). Depois de alguma persuasão, ela admite que esta letra é pessoal. "Eu sinto que as pessoas estão constantemente a tentar definir-me como uma boa ou má rapariga mas eu acho que as mulheres podem ser o que quiserem, e eu também."

A estrela adolescente está a sentir uma grande dificuldade na transição para uma artista adulta - Ariana foi julgada por estar a usar lingerie no videoclipe de Dangerous Woman. "Quando um artista masculino publica uma fotografia sem camisola no Instagram os comentários são do género 'Oh meu Deus, tão gato, alerta bébé!' ", ela comenta sobre estrelas como Justin Bieber que, na semana que estivemos juntas, publicou uma fotografia nu. "Tipo, seja como for. Se uma mulher posta uma fotografia mais ousada ou algo que expresse a sua sexualidade e confiança no seu corpo, a resposta é bem diferente."

É claro que a educação de Ariana na emancipação da mulher vem de ter crescido numa dieta rica em "O Clube das Divorciadas" e pioneiras da pop como Madonna, com quem cantou Unapologetic Bitch recentemente. Mas as aulas começaram perto de casa. Ela veio, tal como já disse, "de uma longa linhagem de mulheres ativistas", onde está incluída a sua tia Judy Grande, uma repórter do Washington Post nomeada ao prémio Pulitzer. A Ariana pegou no seu telemóvel e mostrou uma fotografia de Judy com a feminista de renome, Gloria Steinem.

"Eu sinto que tenho de continuar a sua missão" diz Ariana sobre a sua tia, que morreu em 2008 com cancro da mama. "Sinto que é da minha responsabilidade continuar esta luta". 

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